SOTÃO DAS VERDADES PADECIDAS
Das poeiras perdidas às beiras
Cato as palavras,
Maltrapilhas,
Para falar de mim...
Para falar de nós...
Ora a dizer a você:
o quanto te amo
O quanto possa ter sido canalha.
A falta que tanto faz
Na alcova das noites
Nos olhares perdidos dos dias.
A poesia que deste amor transcende
Flor fragmentada que emerge da minha loucura
Recolho a poeira das beiras
Palavras menos mais que mortas
Ora nestas letras minhas...
Ora a dizer o quanto te odeio
Pela dor que me causa
Pela dor que causa a nossa pequena princesa
Minha pequena vida.
Neste sótão de verdades padecidas
Quem mo diria
Que o simbolo do futuro
Deflagaria um mar de sofreres
De dissabores
De tormentas
Com palavras injustas
Com um véu que separa os mundos
Dos sentimentos de teu seio
Não mais houvessem
Que do circo de alegrias
Só o calabouço a nós,
Restasse !

Comentários
Postar um comentário