A VOZ DE MIM
"Para quem devo olhar? O que devo fazer para chegar aonde ainda não sei? Silencie, sussurra a intocável voz dos séculos. Olhei para a terra daqui até aquela linha febril era fim de tarde setembrina E aconteceu o chamado, o esperado momento, o silêncio apertava o nó ma garganta me desconstruia, de mim apenas criava um nós... E descobri assim, nesse momento o que é o sopro da eternidade... o sopro do amor que no peito reside. Algo tão forte que mistura no tempo do meu templo A saudade de minhas verdades A esperança de meus desejos A pele, o corpo, o cheiro os cabelos molhados o sussurro ao ouvido o suor provocado O eu em ti e você em mim Abro os olhos e vejo o quarto escuro procuro o cheiro de mim de ti animais... E volto a me perder em meu silêncio nas inflexões do eu fui o que sou onde vou... o carrilhão deu seu gemido das horas e eu... Sou todo o silêncio Já não mais apavora, Não há mais sinos externos o amor é um jarro d'água que e...