Lágrima de Soldado
LÁGRIMA DE SOLDADO Sopro do dia, numa ilusão de Alma, mesmo que o pranto se apresente numa vã agonia... Alimente em mim a vontade De reerguer e brandir minha espada No campo de batalha Entre flores, cheiro de pólvora, Meu fuzil, fiel amante... Na baioneta cravada, aponta... Como será cair sobre este verde da relva Deixar vazar o rubro de mim Encharcando o prado com o meu sangue de soldado Sou infante Sou um homem Sou ainda menino... Num grito arfante O brado ecoante sobre estes campos... Sob o céu azul E sem ninguém deixar cair a ultima lágrima Sem sentir ou sem querer Seria tarde , seria manhã de sol ardente Ou anoitecer no recolher das andorinhas... O tempo me diria ? Ou dirá num futuro , logo mais... Qual a razão de persistir nesta luta Abraçado na garrafa De liquido amargo De braços ancorados num balcão... Virando a noite Relembrando atos heróicos Feitos ou Falhos... Mas ali, é réstia de vida... Querendo a vida que não tem... #poethaabiliomachado...