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Mostrando postagens de agosto, 2021

SUSSURROS FANTASMAS...

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As palavras eclodem do silêncio e fazem barulho ao manifestarem-se sobre o papel... SUSSURROS FANTASMAS...   Olho o olho do olho no olho a olho... Em mim ! Olho a festa da Alma Distorcida no espelho trincado Olho para dentro  Buscando tradução dos fragmentos juntando caco a caco na transformação dos meus retalhos Pedaços de um eu Perdido em mim... Olho ao fundo do peito Que área no cansaço  Ainda que esteja ali, parado! concentrado com quase sem fôlego... Relembra do agora, no pouco, no fosso... O que houve a um minuto atrás?! O que ouve ?! Sussurros de fantasmas... Olho na ponta da caneta que desliza  dolorosamente... Sobre a pele da folha antes branca E a povoa de cicatrizes azuis, garrafais. __Sou eu! - Diz ele. - O olho, sou eu que te olha, agora para dentro e procura te afastar do caos!  Desta coisa insone, Quase está coisa meio clara, Meio escura, Sem Lua, Sem vento... Buscando um que de silêncio,  Apenas na ausência do tudo, A paz! #poethaabilio...

Sou um queijo Gorgonzola...

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  "Estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, estamos envelhecendo", só ouço isto. No táxi, no trânsito, no banco, nas recepções do Hospital de Clínicas e laboratório, na unidade básica de saúde, só me chamam de senhor, até de vó outro dia, a fase tio já foi. E as amigos falam “estamos envelhecendo” como quem diz “estamos apodrecendo”. Não estou achando envelhecer esse horror todo, apesar das várias patologias em tratamento,insuficiência  cardiaca, câncer por duas vezes, tratamentode uma hiperplasia atualmente e outra em investigação e  agora ser um pré ciborgue,  sim tenho um desfibrilador implantado no peito esquerdo. Até agora são estas lutas além do INSS cortar meu auxílio doença, também é eu viver de ajuda de amigos e doações.... Mas a pressão é grande para assumir este envelhecimento. Então, outro dia, divertidamente, fiz uma analogia. O queijo Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas que eu conheço gosta. Gosta na salada, no pão, com vinho tinto, vinh...

QUASE PEDI PARA QUE FICASSE...

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  QUASE PEDI PARA QUE FICASSE. Na areia de teu oásis Me deitei Não era sonho Era amor... Amor de fim de tarde Sexta com calor As labaredas do sol Lambiam as nuvens Teimavam no seu horizonte Como o fogo em mim... Minha pele ansiava Pulsava aos lábios teus... O esguicho solto Libertador Molhou meu ventre A face e peito seu! Quase gritei ao embriagar a noite Quase fiz juras como jovens Quase fiz promessas que não iria Talvez jamais cumprir... Assim como a noite Desapareceu à beira do mar Olhei a praia Conversei com o vento Percebi o tempo Deixei resvalar as mãos Soltei então você Para que livre Pudesse voar! Poetha Abilio Machado  Esta obra está licenciada sob uma Licença Creative Commons. Você pode copiar, distribuir, exibir, executar, desde que seja dado crédito ao autor original. Você não pode fazer uso comercial desta obra. Você não pode criar obras derivadas.

APROXIMAÇÕES...Mario Quintana

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 APROXIMAÇÕES     Todo poema é uma aproximação. A sua incompletude é     que o aproxima da inquietação do leitor. Este não quer que lhe     provem coisa alguma. Está farto de soluções. Eu, por mim, lhe     aumentaria as interrogações. Vocês já repararam no olhar de     uma criança quando interroga? A vida, a irrequieta inteligência     que ele tem? Pois bem, você lhe dá uma resposta instantânea,     definitiva, única — e verá pelos olhos dela que baixou vários     risquinhos na sua consideração.     (Mário Quintana, a vaca e o hipogrifo, p. 48)

SONHOS EM RUÍNAS...

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  SONHOS EM RUÍNAS    (POETHA, Abilio Machado) O VÔO RASANTE DA NOITE A DOR D'ALMA SEM CONSOLO CANSADA, DESALENTO! A SERPENTE... SEMENTE PLANTADA NO OCASO-QUE FAÇO NA MÚSICA E BREU SÓ EU! EM LAMENTOS-DESEJOS ENSAIOS CASTRADO AO CÉU! SÔFREGO,ÂMBAR E CARMIM SOBRE O VÉU ESCURO-ME ESQUECI... AI DE MIM! O OLHO SOBERBO QUAL JANELA EM MARESIA QUAL DIA PASSARIA NOS ANDRAJOS-ARLEQUIM! PÁSSARO DO SILÊNCIO SOB A AURORA DE UM EX CÉU DE ANIL FEBRIL DAS PROMESSAS DE MUNDO QUE RUIU... A VERDADE AINDA NÃO DITA NÃO ACHADA POR DEMAIS BENDITA UMA SANTA PERDIDA NAS NOTAS DO DESERTO-SENTIDA! DO CREDO DA REZA MINHAS DORES QUE DOEM OS BEIJOS QUE ROEM A FALA NÃO SAI O RUGIDO DOS AIS NADA FOI UM CHEIRO UM OI UM FARFALHAR DE MÃO ACENO DE SENHO UMA LÍNGUA TRAVESSA O COMEÇO DE UM MEIO DOS ENTREMEIOS DO SONHO! AH! AQUELE SONHO... DO FIM!!! (dir.aoautor)   (200307)

POUCO DE MIM !!!

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  POUCO DE MIM  !!! (Poeta ha, Abilio Machado. 160808) Passou-me o tempo Nas linhas dos dias Eu era assim meio solto Levado, correndo nu ... Pelado! Agora estou mais velho Conciso de que vivi Pleno de que minha caneta É e sempre foi... Por mim! Nas palavras que escrevo Nos sentimentos que não escondo Choro fácil Gargalho sem me importar com o barulho que faço Uso as roupas que me vêm à veneta Não dou muito valor ao valor O materialismo fede Pelas concessões que se deve fazer para possuir e ter Hoje... Eu vivo... Talvez mais saboroso Pelas batalhas que travei Talvez meio vinagre Pelas dores que herdei Sou uma pessoa diferente Não me prendo a uma identidade O concreto é minha pertença Não ouço a hipocrisia Pois a tanto me basta eu Me apaixono pelas letras Bailarinas que surgem ao dedilhar estas teclas Amigas que respondem de pronto ao toque de minhas mãos! Seja quando falo de mim: Dos meus sonhos De minha satisfação de ter família Amigos e de quem me gosta... Seja quando falo do...

UMA PENA TINTEIRO À MÃO !

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  Minha poesia é feita de pequenas nuvens Alicerces de meus pensamentos  que navegam por mares... Ora revoltosos, quase apaixonados Ora calmos, quase adormecidos Ora rebeldes, quase loucos Devaneios de meu seio  Devaneios filosóficos,  Espiritualistas e até profanos... Alguns lampejam os tempos Não vivem nesta época de subversão... Em mim uma luz crescente Momento que escrevo Um velho tendo à mão uma pena tinteiro Sob a chama da lamparina... E mais uma história a riscar  As paredes rotas do papel cartão ! Sou assim... me acho poeta! Me chamaram poeta, e estou aqui Versando como buscador de letras dispersas No céu que ora translúcido  entremeio de tamanha escuridão... Criando frases, orações de amores antigos, Esperançados e ora perdidos... De ansiedade vindoura com tanto amor... E o desejo das linhas  é repensar as memórias  É atingir a Alma, Mais que ao coração! #poethaabiliomachado  #umapenatinteiroaamao #18Ago202112h59

O EU ALI....

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  E EU ALI... Me entreguei por horas Ao caderno, à caneta envolta aos dedos. À mão nervosa, parecendo ter vida, Oposta! O pipocar das frases, surgindo do nada, Emergindo do tudo. Me forçaram largar o lavar da louça,  Acumulada! O som que ouvia... Quase em tortura empurravam Os versos que em meus pensamentos, Formavam! Queria escutar as palavras Implorava ma serem cuspidas, Nas linhas brancas do meu coração! A escrita quase médica  Irreconhecíveis faziam sentenças azuis Na pela lavada daquele papel... "Em breve instante me vi em arena Declamando meus versos Sob milhares de olhares  Espíritos que velavam aquele momento Na Catedral! Imagens de luzes iam e voltavam Saiam e chegavam... Chegavam melancólicas  Saiam aliviadas do desespero ...  da incompreensão!  Por vezes, parava, olhava a todos , Me perguntava : __ Por que eu no meio de toda esta turba, dizei?! E a resposta quase cantada respondia: __ Porque aqui é  a tua casa, No meio de seus irmãos!" ...

CARNEIRINHOS ADORMECIDOS

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 "CONTAVA EU ENTÃO CARNEIRINHOS, QUE LOGO, ADORMECERAM PELO CAMINHO... DE TANTO QUE EU DEMORAVA... ESTAVA DEITADO, NA PENUMBRA DA NOITE, UMA RÉSTIA DA LUA QUE ENTRAVA,  EU ME PERDI EM TEUS PENSAMENTOS... SOZINHO ME INVADIA, A ALMA DE DOCES IMAGENS SE EXTASIAVA E DAS TORMENTAS SE ESVAZIAVA." Abilio Machado  Carneirinhos  Adormecidos Ago202100h58 #poesia #insonia #psiabiliomachado #poetizar #poetasdelmundo #poetasbrasileiros #poetacampolarguense #escrever #escreverfazbem #diarioterapia #cantodopoeta #poesiaehalma

AUSÊNCIA

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  AUSÊNCIA De fato,  há dias que tiro de mim folga me ausento... me ignoro... quando isso acontece meu coração adoece... me faltam forças para amar sobre as mais mansas ondas do mar de suas lágrimas destes olhos esmeralda carregados de mel... e eu tão cruel me apego às dores me atenho a sombra que se faz ao fundo da janela de seus cílios em hidroluz e meus dedos que a ti me conduz me lateja aos lábios a umidade de uma língua a pele atrevida me provoca e eu?! agindo ali sem essas palavras mantido em segredo imagino nos sonhos nossos abraços, apertados nossos beijos, quentes nossos corpos, ardentes meus sussurros ao teu colo de ausência devassa! #poethaabiliomachado #ausência #ago2017

Resposta

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  RESPOSTA Volte para casa, respeite este amor que não é mais jovem que se lamenta e sobressalta em dor ! Volte para este ser que te espera com dignidade e se entristece tamanha falta de teu calor ! Ame a seu amado... amado ame a seu amor ! As luzes da orla da praia, que avisto O iluminado farol nos delimita ... minha barca embala a sua desembesta ao quebra mar meu delírio é quando de meus olhos  não lhe vejo mais o afã de meu peito contrai meu silêncio o grito de meus ais ! Volta para casa para o seio quente de nossa cama para o aconchego dos meus ombros  que um dia lhe foram servos e viris... Volta nem que seja ficar uns parcos minutos para que feche meus olhos e depois parto ao longo destino de que aqui não me cabe mais... #resposta #poethaabiliomachado #ago2017

DIA DAS ILHAS!

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  Os pais são tipo ilhas, muitos vêem seus torrões se deslocarem, porém mantém o contato, mesmo com a passagem do rio, do lago ou da baía.  Há pais que hoje choram, solitários, em estado de ilha, perguntando a si onde se foram seus pequenos torrões levados pelas marés. Existe dentro destes pais um vai e vem de instantes na procura do onde, do como e do porque... Pais que quando perguntados pelos filhos, se refere com imagens do passado, nas belas imagens do passado, as atuais são por demais doloridas, geralmente construída por antigas parceiras  vingativas, que buscam destruir não apenas uma relação, mas também a imagem e brilho que havia. O estado das coisas. O estado de ilha. O estado de perda. O estado de luto constante.  Que piada mais sem graça foi esta que a vida lhes prega, pobres seres desprovidos de receber afeto de sua prole. Incorporam Lear nos seus dias, dando razão ao poeta quando fala sobre a velhice em abandono, sobre renegar a primeira célula, em se d...

VULCÃO !

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  VULCÃO As encostas de meus dias Derramam sobre mim Despejam em meus passos Indagações, quase senis Quase esqueço de mim Quase não me vejo Não me encontro No vulto que observo no espelho Em minhas palavras uterinas No coração vibrante Cores insanas Vozes com formas de dores Em meu sexo Meus desamores O chá descansado A mão que ainda brinca Na parede a sombra A queda, o sangue Me descubro no jorro No gpzo extremo Sua imagem me é fiel Seu cheiro me presenteia E as tormentas ecoam Aqui, dentro, Onde sou, onde estou Sou eu de novo em meio à tormenta Provocando erupções Tendo um vulcão em minhas mãos... #PoethaAbilioMachado #vulcão⚡ #08ago2015

Cansado ?!

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 E, se você se diz que cansou das lutas, que não tem mais forças para voar, correr atrás dos sonhos, que isso ou aquilo lhe impedem, deixo-lhe está pequena cápsula de cura colhida nos versos da canção de Raul Seixas: *Veja! Não diga que a canção Está perdida Tenha fé em Deus Tenha fé na vida... Tente outra vez! Beba! Pois a água viva Ainda tá na fonte Você tem dois pés  Pra cruzar a ponte  Nada acabou..... Pense nisso ... Abilio Machado  Psicoterapeuta  #psicoeducacao #psiabiliomachado #psicoterapeuta #terapia #motivacional #orientacaovocacional #orientacaoprofissional #paisefilhos #mundo #iluminacao #continue #lutecomoalguemquedesejaforte

Chorarás ?!

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 -Chorarás se me perderes? -Não te vou perder.... -E se eu morrer? -Só se perde quem se esquece.... -Mas chorarás? -Sim. Não se seca a dor que os olhos sentem quando perdem quem a memória guarda!! #poethaabiliomachado  #diarioterapia  #arteterapia 

ESTRANHA É A NOITE ...

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Estranha é a noite... Deste início de agosto... É uma sensação estranha, a gente acorda, sozinho  E já é alta a madrugada e poucas são às horas que nos dará o dia  A cidade adormecida e ao mesmo tempo a mente está a povoar—se  É como se captasse todas as emoções da cidade. Cada casa, cada indivíduo, cada família, cada jovem, cada criança.  Cada um com seus temores, com suas guerras próprias, suas misérias ou seus confortos... Penso naquelas vidas escuras, vãs criaturas que não vivem, apenas sobrevivem.  A quantos bebês choraram nesta noite? Molhados, com fome .  E nos plantões quantos atendimentos? Quantos era um resultado à insana violência e da cruel  ignorância?  Penso naqueles ao leito hospitalar que se reviram, porém as dores lhes são chicotes à Alma .  Alguns profissionais ainda com piedade se dispõem a lampejos de alívios nem sempre conquistados ou respondidos.  Há ali todo tipo de dor: a física, a mental e a espiritual.  A d...