VULCÃO !

 


VULCÃO


As encostas de meus dias

Derramam sobre mim

Despejam em meus passos

Indagações, quase senis

Quase esqueço de mim

Quase não me vejo

Não me encontro

No vulto que observo no espelho

Em minhas palavras uterinas

No coração vibrante

Cores insanas

Vozes com formas de dores

Em meu sexo

Meus desamores

O chá descansado

A mão que ainda brinca

Na parede a sombra

A queda, o sangue

Me descubro no jorro

No gpzo extremo

Sua imagem me é fiel

Seu cheiro me presenteia

E as tormentas ecoam

Aqui, dentro,

Onde sou, onde estou

Sou eu de novo em meio à tormenta

Provocando erupções

Tendo um vulcão em minhas mãos...


#PoethaAbilioMachado

#vulcão⚡

#08ago2015

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

🌿 — Coração Assistido

A MENINA QUE FINGIA

A REVOLUÇÃO DE 1893: MARAGATOS X PICA-PAUS