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Mostrando postagens de junho, 2024

OS MENINOS DO CAMBUÍ

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  *Os Meninos do Rio Cambuí* Por Abilio Machado Era uma manhã ensolarada no início da década de 70, e a pequena vila, Vila Silka, aqui mesmo em Campo Largo, onde cresci estava desperto com a brisa fresca que soprava pelo Rio Cambuí e a famosa área nativa que chamávamos de Ilha. O sol brilhava intensamente, prometendo um dia perfeito para aventuras ao ar livre. Éramos garotos como os de hoje, cheios de energia e curiosidade, mas com um diferencial que nos ligava diretamente à natureza e à simplicidade daquela época. Naquela manhã, decidimos que nada poderia ser melhor do que uma boa nadada no rio. O Rio Cambuí era nosso parque de diversões, nosso refúgio e, muitas vezes, nossa segunda casa, e também nosso campo de futebol improvisado bem próximo,  como a nossa descida para carrinhos de rolimã próximo ao pocinho ou bang bang nos campos das pequenas matas. Descalços, corríamos pelas trilhas de terra batida, e banhado, desviando dos galhos baixos,  espinhos e das pedras que c...

O SER ALQUIMISTA de Abilio Machado

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  * O Ser Alquimista * de Abilio Machado Era uma vez, em um pequeno vilarejo, distrito de Campo Largo, um jovem velho chamado Elio que vivia em busca de respostas para as grandes questões da vida. Desde criança, ele se encantava com as histórias de antigos alquimistas que transformavam chumbo em ouro, e, assim, cresceu com o desejo ardente de também se tornar um alquimista. Porém, Elio não queria apenas transformar metais; ele queria entender o segredo da transformação interior. Certa manhã, ao vagar pela floresta próxima ao vilarejo, nas vagas montanhas da Serra da Prata, Elio encontrou um velho alquimista sentado à beira de um lago cristalino. O homem, de cabelos brancos e olhos penetrantes, parecia estar em profunda meditação. Intrigado, Elio se aproximou e, com o coração acelerado, perguntou: “Senhor, é verdade que os alquimistas podem transformar qualquer coisa em ouro?” O velho, sem abrir os olhos, respondeu com um sorriso sereno: “A verdadeira alquimia não está na transfo...

Morrendo mais uma vez

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Morrendo Mais Uma Vez No peito, um coração cansado,   Batendo em descompasso, enfraquecido.   A vida escorre, pouco a pouco,   Morrendo mais uma vez, sem alarde, sem louvor. Cada suspiro, um esforço imenso,   O sangue que não flui, que se nega a correr.   A alma sente o peso do fardo,   Morrendo mais uma vez, na penumbra do entardecer. Os dias passam, lentos e pesados,   Uma luta constante, um tormento velado.   Cada batida, uma prece silenciosa,   Morrendo mais uma vez, com a esperança ansiosa. Mas há uma força, um brilho persistente,   Que não se apaga, que luta bravamente.   Mesmo no limite, resiste, persiste,   Morrendo mais uma vez, mas a viver não desiste. A insuficiência, cruel e insensível,   Rouba o vigor, torna a vida impalpável.   Mas no âmago, um desejo inquebrantável,   Morrendo mais uma vez, a vida se torna inigualável. #morr...