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Mostrando postagens de outubro, 2020

*O que é uma família?*

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Família não é um grupo unido, necessariamente, por afinidades.  Não se trata de pessoas que encontraram coisas em comum.  Família é aceitação. Família é assimilação.  Família é ter do que se lembrar.  Convívio demorado.  Do rosto de bebê até as espinhas que incomodam. É testemunhar fases. Família é almoço na casa dos tios, bagunça no quintal da vó, é confusão no encontro dos primos. Família é chorar perdas, rir nas conquistas e se ajudar quando o calo aperta. Família é ter conflitos, decepcionar, não compreender e brigar. Família é uma cadeia sucessória de resgates , discernimento e perdão . Família é fazer da mesa um lugar para se discutir como os problemas dos outros poderiam ser facilmente resolvidos se ouvissem os nossos conselhos. Família é o nome que falaremos quando pegarmos os álbuns empoeirados e perguntas surgirão :  - Tio, quem é este?  - Primo, quem é esta?  Família é um endereço na vida.  É uma referência para a jornada. Família ...

Armadilha das palavras...

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 Photopoema de poetha Abílio Machado. #poethaabiliomachado #poethacampolargo

VELHO CASACO

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  Coloquei no meu velho ombro Um casaco velho Não servirá não Para alguém  deitar-se sobre ele Não terei  viúva Nem quererão cobrir meu corpo nu com ele Não será proteção Não será guarida Nem cobrirá seus ombros finos Não terei viúva  alguma. É como se tal como eu Morresse o velho casaco Assim como morre comigo minha arte Minhas palavras Meus versos Assim como morrem comigo as cores de minhas tintas Desbotando das telas e dos papéis Assim morrendo a luz do lampião O som da minha gargalhada Da minha voz embargada ao declamar os amores e desamores No trovejar de meus sentidos quando me olho no espelho E vejo ali meus antepassados Esta história que finda... E que ecoa pela célula na insana pergunta: __E quem sou eu ?! Desdobrando a frase de Carpinejar... digo: __ Em minha vida nenhuma folha ficou em branco, foi apenas tudo tão rápido que mal consigo reconhecer minha letra. #VelhoCasaco #poethaabiliomachado...

DERIVA

  As ondas batem nas ancas da barca Mas é na pele e... no meu corpo que as sinto... Como chicotadas do tempo. Perdi os remos na corrente, Tenho perdido tantos amores... no vai e vem dos dias. Nas marés desapercebidas. Quando meus pensamentos estavam longe Estavam em você... Em deriva, na orla da vida... Vou perdido como naufrago. Sem sons de sereia Sem porto esperança Levo comigo, na memória, apenas lembranças ! O vento castiga, surra forte, este velho corpo, Obeso e nú ... Paz... Onde se ouviu que tamanha tortura que jaz no barulho do silêncio Oferece paz ?! Quando se está na deriva Se perde a razão As coisas vazam entre dedos Simplesmente vão... Vão... Neblina... Ondas... Ventania... Horizonte ao longe.... Vão… #PoethaAbilioMachado #Deriva #05set2016

SOTÃO DAS VERDADES PADECIDAS

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  Das poeiras perdidas às beiras Cato as palavras, Maltrapilhas, Para falar de mim... Para falar de nós... Ora a dizer a você: o quanto te amo O quanto possa ter sido canalha. A falta que tanto faz Na alcova das noites Nos olhares perdidos dos dias. A poesia que deste amor transcende Flor fragmentada que emerge da minha loucura Recolho a poeira das beiras Palavras menos mais que mortas Ora nestas letras minhas... Ora a dizer o quanto te odeio Pela dor que me causa Pela dor que causa a nossa pequena princesa Minha pequena vida. Neste sótão de verdades padecidas Quem mo diria Que o simbolo do futuro Deflagaria um mar de sofreres De dissabores De tormentas Com palavras injustas Com um véu que separa os mundos Dos sentimentos de teu seio Não mais houvessem Que do circo de alegrias Só o calabouço a nós, Restasse ! #PoethaAbilioMachado #SotaodasVerdadesParecidas #15set2016

PORTO DOS SONHOS

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...Quis morrer e minha morte passou por mim, não me viu, nem me olhou... Não sei onde eu possa estar; Preciso saber quem sou E comigo me encontrar ! Me joguei no seu leito, na manhã que o tempo levou se foi ontem, se foi agora Abro os olhos, voltei, não houve jeito ! A respiração pesa-me muito Às vezes tal dores Não há como suporte Quebra por dentro Como espelho trincando E assim sigo... Só em meus lamentos! Igual ao desenho na areia Levado pela espuma Nos dias jogados fora Me deito ao berço da noite À espera que ela volte ! Nas águas mansas do Estige Atravessando daqui, dos sonhos e vãs fantasias... Ao chão de coisa nenhuma ! #poethaabiliomachado #portodossonhos #27set15h42

CARTÃO POSTAL

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Apanhei o papel umidecido Ali plantado a imagem Era o mundo agonizando  Na sua eclosão de horror... Hipocrisia e mediocridade A cada passo, A cada necessidade de renovação bélica Lá estarão os lázaros a serem mortos Encarcerados no meio do mundo Prisioneiros de seus medos Homens, mulheres e crianças A fuga, o mar, o naufrágio Mutilações da alma em seus desesperos Já quase nada mais resta A não ser o jorro negro Sugado das artérias da terra Olho o papel e aquilo não existe Aquele pedaço de mundo É só de entulhos, ruína. Nem mesmo seus espíritos descansam Para todo lado só há fantasmas... Que deus defendem ? Que verdade custa vida ? Que obscuridade de si lhe oferece tanto ódio? Que felicidade é esta Onde o combustível de seu automóvel milionário lhe custou a vida de uma criança... ou mais ?! Mas não é esta a imagem que você nos mostra em... seu ultimo cartão postal... #poethaabiliomachado #cartaopostal #4Out201620h05

AUTO ROMANCE

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Era alta já a madrugada, Deitei-me sobre mim... Mãos trêmulas... Falei juras ao meu intimo Trouxe sensações para fora, Me provei, cantos e segredos... Deitei-me sobre mim, era ainda cedo a madrugada... Deitei-me sobre o eu mesmo... Me procurando, me achando, me descobrindo.. Na satisfação de meus dedos. A explosão vertida no gozo pintado às estrelas... Desenrolei meu segredo, Me acariciei, me provoquei, Entrei e sai de mim centenas de vezes Meus membros cansaram, braços e punhos... Buscando maneiras Posições de prazer D'um momento sozinho... Descobri o instante Comunhão visceral... Deleitando-me na madrugada, Agora não mais tão fria, Com o despertar do falo Qual anjo intumescido... Experimento mais uma pré morte Neste jorro à beira do abismo... Me vejo neste auto romance Sendo você, a dedilhar o meu corpo A fluir o aroma da vida Entregue a seus dedos A seu bel prazer... Vejo as gotas espalharem-se sobre tudo A respiração arfante O molhar do ventre, e das minhas mãos ! #poethaabilio...

Oração e bênção

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MORRENDO ENTRE ESTAÇÕES

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No meio do quarto a cama  de frente à janela  um drama  e ali está um espaço sem o seu corpo , sem você ... do ao  menos sentir sua presença  das vezes que chegava estranhamente  sinto - me um dissabor viciado em algo pesado como ópio, lsd,  Os dias passaram Os meses... Ano... Em mim reverbera trovoes  a música torna-se agressão  onde cantam indivíduos sem causa  confusos e obtusos... Sinto anunciada esta loucura  A escuridão que arranha a Alma  Procuro vê-la em meus olhos cerrados  e apenas angústia e... Embora minh'Alma uive  A lua me ignora  eu com isso  não sou mais eu somente  nada tenho  nada penso  Morro! Morro dentro de cada célula  Fruto de indecisoes  das passagens das dores  entre estes amores  e qual valor da paga  de perambular as Estações ?! Olho as faces do guarda-roupa vazio, as prateleiras alquebradas na sua fuga brusca  A janela que não refletiu ...