CARTÃO POSTAL
Apanhei o papel umidecido
Ali plantado a imagem
Era o mundo agonizando
Na sua eclosão de horror...
Hipocrisia e mediocridade
A cada passo,
A cada necessidade de renovação bélica
Lá estarão os lázaros a serem mortos
Encarcerados no meio do mundo
Prisioneiros de seus medos
Homens, mulheres e crianças
A fuga, o mar, o naufrágio
Mutilações da alma em seus desesperos
Já quase nada mais resta
A não ser o jorro negro
Sugado das artérias da terra
Olho o papel e aquilo não existe
Aquele pedaço de mundo
É só de entulhos, ruína.
Nem mesmo seus espíritos descansam
Para todo lado só há fantasmas...
Que deus defendem ?
Que verdade custa vida ?
Que obscuridade de si lhe oferece tanto ódio?
Que felicidade é esta
Onde o combustível de seu automóvel milionário
lhe custou a vida de uma criança...
ou mais ?!
Mas não é esta a imagem
que você nos mostra em...
seu ultimo cartão postal...
A cada necessidade de renovação bélica
Lá estarão os lázaros a serem mortos
Encarcerados no meio do mundo
Prisioneiros de seus medos
Homens, mulheres e crianças
A fuga, o mar, o naufrágio
Mutilações da alma em seus desesperos
Já quase nada mais resta
A não ser o jorro negro
Sugado das artérias da terra
Olho o papel e aquilo não existe
Aquele pedaço de mundo
É só de entulhos, ruína.
Nem mesmo seus espíritos descansam
Para todo lado só há fantasmas...
Que deus defendem ?
Que verdade custa vida ?
Que obscuridade de si lhe oferece tanto ódio?
Que felicidade é esta
Onde o combustível de seu automóvel milionário
lhe custou a vida de uma criança...
ou mais ?!
Mas não é esta a imagem
que você nos mostra em...
seu ultimo cartão postal...

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