A MORTE D’UM PALHAÇO
A MORTE D’UM PALHAÇO E a cortina foi abrindo bem de mansinho escancarou a vida era ele no palco a plateia que olhava... não tinha barulho só respiração uma música que doia… Seu corpo rigido sacudiu o seu nariz caiu ele olhou amedrontado a máscara me abandonou a máscara onde foi a máscara fugiu seu íntimo lhe gritava as lágrimas a maquiagem lhe borrava sua voz saiu esganiçada embargada enquanto tentava pegar aquele ponto vermelho que de seus dedos trêmulos escapulia… a cada passo desajeitado a cada desacordo com a luz a cada sorriso incolor na piada sem graça na palavra mal dada mais o publico delira…. mais tremor lhe consumia e uma dor algoz apertou-lhe o peito esbugalha então seus olhos e ali sob o linóleo lhe tirava a vida em último suspiro quando enfim o nariz no nariz se fazia palhaço novamente em seus pensamentos o que fazia ele ali e aquela toda gente ficou no chão inerte enquanto a platéia em pé, aplaudia… e sua ...