PORTO DOS SONHOS

...Quis morrer e minha morte
passou por mim, não me viu,
nem me olhou...
Não sei onde eu possa estar;
Preciso saber quem sou
E comigo me encontrar !
Me joguei no seu leito,
na manhã que o tempo levou
se foi ontem, se foi agora
Abro os olhos,
voltei,
não houve jeito !
A respiração pesa-me muito
Às vezes tal dores
Não há como suporte
Quebra por dentro
Como espelho trincando
E assim sigo...
Só em meus lamentos!
Igual ao desenho na areia
Levado pela espuma
Nos dias jogados fora
Me deito ao berço da noite
À espera que ela volte !
Nas águas mansas do Estige
Atravessando daqui,
dos sonhos
e vãs fantasias...
Ao chão de coisa nenhuma !
#27set15h42
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