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Mostrando postagens de junho, 2026

O som da noite

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  O SOM DA NOITE Me vi na madrugada Nu, sentado à mesa Sedento, saquei a rolha sorvi o vinho Na taça velha Tantas historias Que me alimentei das memórias... A rádio na sua loucura mistura Mistura música e minha mente O gosto do vinho, Tinto e seco Um Comtè de Bélier Companhia desta madrugada Quase fim de noite Quase início de outra manhã... O frio é um misto sentimental Elevada potência de saudade Palavra triste nesta estrada Na dor deste ser Ora sofredor  Ora merecedor Em solidão estranha... Que me ofereces ó Lua ?! O som da noite... Sob a luz trêmula da vela. Neste ruído de meu coração  em pedaços...  Dilacerado... Seriam apenas ruidos Ou serão os sons dos estilhaços  Que teimam em retornar E atormentarem minhas horas insones!!!! Sangrando relembrando De tantos amores... #poethaabiliomachado #osomdanoite #feitaagora240618

O que não aconteceu

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  O Que Não Aconteceu Abilio Machado Vivo longe do amor que sonhei viver, como quem caminha por estradas paralelas, onde cada encontro parecia tardio, Onde cada desencontro padeciam em  cada silêncio que ocupava mais e mais  espaço do que todas as palavras guardadas. Resolvi seguir adiante, adoecido de corpo, espírito, de alma... troquei a esperança pelo movimento, soltei das mãos aquilo que nunca chegou, e foi justamente quando parei de esperar que percebi o lugar vazio que você jamais escolheu habitar. Hoje levo essa ausência com serenidade, não como ferida aberta, uma cicatriz dolorida,  como uma lembrança que em algum tempo retorna a se mostrar. Porque até os sentimentos inacabados ensinam, e há momentos em que amar significa ter coragem de partir. Há momentos em que amar Exige ter coragem de abrir a gaiola E deixar o outro voar... Autor: Abilio Machado

Num 06 de junho....

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  Num 06 de Junho É belo saber que o amor de Jesus se renova por cada um de nós a cada dia. Nenhum dia é igual ao outro. Basta contemplarmos a natureza logo pela manhã e olharmos para o céu. As cores que o pintaram ontem não são as mesmas que o colore hoje. Há manhãs iluminadas por um sol vibrante e há dias em que, num instante, antes mesmo do entardecer, o cinzento toma conta do horizonte, trazendo consigo o frio e as lembranças. Para mim, o dia 6 de junho sempre carrega uma memória muito especial. Foi em 6 de junho de 1983 que meu pai partiu. Ainda hoje recordo aquela tarde como se tivesse acontecido ontem. Eu estava terminando de varrer a casa, vassoura nas mãos, quando chegou Dona Maria de Jesus, assistente social da Incepa, empresa onde meu pai trabalhava. Ela entrou e perguntou: — Sua mãe está aí? — Sim, está deitada. Então, com um olhar que misturava tristeza e preocupação, ela respondeu: — Não sei como contar a ela que seu pai morreu... Naquele momento, parecia que todos se...