EU, SER CONTEMPORÂNEO!
EU, SER CONTEMPORÂNEO
Eu sofro assim, meio do nada
Na poesia do átomo
Na rima da lágrima
No sorriso da dor
Na têmpera da madrugada
No silêncio momentâneo do banheiro
Simples jazigo onde divago:
A todos os pensamentos,
Todas as idéias
Clandestinas e efêmeras...
Deveras eras de belas feras...
Sou eu sacerdote, pastor e mago de mim
E, muitos disputam freneticamente
Em ondas me aliciar,
Me dominar...
Dominar o eu cérebro
O ser corpo,
Meus mínimos e meus máximos, excessos!
Eu, este ser contemporâneo,
Nem sei o que sou na verdade,
Ser novo, compulsivo e apaixonado
Herança covarde de um ontem cruel...
Risco o vácuo do espaço
Na insignificancia doentia
Que ao não compreender o hoje
Deita—se à nostalgia do passado
Ou à utopia de um futuro sem planos....
Planos de continuar um Pós moderno
Um contemporâneo absoluto, solitário e...
Abstrato!
#PoethaAbilioMachado
#eusercontemporaneo
🎅
#10julho2015

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