Sussurros Entre As Paredes
Conversando com o condutor da Van esta manhã falamos sobre os fantasmas que perambulam nos corredores dos hospitais, agora sentado esperando meu 2do atendimento saiu estas linhas:
*Sussurros Entre as Paredes*
Nos frios corredores, um véu sutil,
Espectros vagam no limiar do tempo,
Sussurram preces em tom febril,
Esvanecendo-se num brando vento.
Quem são aqueles que ainda esperam,
Entre a penumbra e a luz a brilhar?
São almas que choram, que desesperam,
Ou que só buscam um lar para ficar?
Mãos que um dia curaram feridas,
Agora flutuam sem rumo ou dor,
Olhares que um dia pediram guarida
Perambulam suaves, sem nenhum rancor.
Alguns se despedem, leves, serenos,
Outros se prendem ao que foi outrora,
São laços que brilham em tons pequenos,
São ecos de um tempo que nunca vai embora.
Há quem veja, há quem sinta,
O arrepio que a alma avisa,
Na névoa pálida e indistinta,
Há um chamado que sensibiliza.
O que esperam, o que buscam?
Um aceno, uma prece, um olhar?
Talvez só precisem que os escutem,
Antes da luz vir lhes guiar.
E assim dançam, leves sombras,
Entre a vida e o que há depois,
Até que um dia, em nova aurora,
Se tornem luz dentro de nós.
#SussurrosEntreAsParedes
#poethaabiliomachado
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