A LUZ DA DOR INATA
A LUZ DA DOR INATA
Na procura em mim
Da luz que um dia iluminava
O amor carnal
O amor sem bravatas
O emocional
E quem comigo estava ?!
Sucumbiu à beira do abismo
Negou-se a andar ao lado desses passos
Negou-se a renegociar a hora e os dias
Negou-se a permanecer na divisória do tempo
Essência e luz afastada do céu
E tudo ficou difuso,
Opaco no horizonte de fronte.
Tateando no escuro As mãos deslizando o plasma
E a vertigem açoitando a Alma
Na busca daquela luz
Deixei outras passarem um tanto assim em desatenção focada
Por estar preso na garrafa ao lado
Numa visão duvidosa do que era
Do que estava, do que fôra, do que se é...
De uma sede sem nome
De uma fome sem sobrenome...
Até que um dia os olhos veem à volta,
estranhos seres carcomidos pela frustração
Até que um dia ...
o soar da campainha do relógio te acorda
e não é manhã
e tampouco é meio dia!
E sim a ansiedade no fim da tarde
O peito arfante, descontrolado
Que te acorda na madrugada
Que se alinha...
Lá fora só há frio e neblina
Que nem no frio se compadece É outro dia...
Sob a chuva fina...
Outra luz...
Mais uma dor que aparece !
#ALuzDaDorInata
#poethaabiliomachado
#1507201913h40

Comentários
Postar um comentário