Alma Ingênua
ALMA INGÊNUA
Esta é a estrada
Sem quase não ver
Esta paisagem que para alguns pode ser o céu
A outros o desdém
E esses sinos que delém delém
Embriagam a vida arredia de sons natalinos
Sem essência do meu passado
Só o comércio lhe explora
Como se
Comovido chorasse sozinho entre o lixo
Na manhã de luxo
Da senhora
Que acordou agora
E não olha para baixo em seus tamancos europeus
Porque pode encontrar naquela calçada alguns irmãos seus
Alma ingênua
Que sofre por isso
Pelo desgosto de não ter gosto na saliva apenas o gosto dos dentes seus
Perambula pelos becos e vielas
À procura de algo menos sujo para comer
Enganando por um momento a aflição de ao cachimbo encolhido a um canto,
Acender.
Ali ver sua alma se consumir...
#PoethaAbilioMachado
#AlmaIngenua
24Nov2014

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