RAPSODIA DE UM SER ERMO

 


RAPSODIA DE UM SER ERMO


E ao cair a parede do silencio

O homem tenta afastar-se da realidade

E suas conjunturas de vaidades

De falsidades

Teima num princípio a olhar para fora

Para alem da boca da caverna

Que lhe dá guarida

O medo que tem

É de pisar no tapete de almas, das sombras

Que sempre via no reflexo oposto

Que posto

Nas suas horas perdidas

Perdia-se em seu próprio medo

Inseguro que sai da garganta

Como um ruído do tempo 

E mesmo ouvindo a musica do vento

Acovarda- se...

Olha seu futuro 

Mas se demora a crer

A enxergar...

Que sua morte é e sempre será 

A passagem ...

Uma metáfora de si mesmo

Entre bondade e maldade

Uma busca insana por verdade!

Um passo entre cavernas

A do agora...

E da outra...

A de agora...

A de outrora!

Que hora caminha a passos largos

E que hora adia nos percalços da aurora ...

Aquela de sua...

Não mais distante ...

Eterna_idade !


#poethaabiliomachado

#rapsodiade1serermo

#28Nov2016

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