SUMIDOURO D'UMA'LMA!




E que falar da dor...

Presente, incandescente...

Meu sangue que aconteceu?!

Sou eu,  teu corpo, que adoeceu...

Apanhei no momento, quase eterno, os pincéis da mente,

E no próprio ocaso invadiram o céu...

Do meu silêncio banhado por lambidas claras da luz

Eu, jazia ali, jogado ao chão!

E o pôr do Sol... vejo pela janela... tão carmim...


Poucas imagens restam

Poucos lapsos no tempo, resistem...

Esquecer, o esquecido, no esquecer...

Não há mais quietude

O peito arde

As lágrimas queimam

O passado retorna em sobressalto

Fruto à dor desajeitada, 

Que aperta, estrangula...

O corpo obeso sobrepujado sob o clarão da chama...

E o pôr do Sol...

procuro enxergar...

tão perto e tão longe de mim...


O tudo foge, o suor salga

As mãos crispadas ao largo. 

E a brisa não vem...

Por breve momento

Imagino a visão de quem entra, 

de quem vem...

Aquele ser um tanto grotesco,

Caído,  nú, indefeso na réstia do fim de tarde...

Suspiro ido,

Essência varrida do que outrora foi vida...

E o pôr do Sol... tão lindo...

Some de mansinho... tão distante de mim...


Enfim... 

A noite entra ao mundo, na escuridão que cerra os olhos...

É fim !


#poethaabiliomachado 

#SumidouroDumAlma

#07Nov202018h18

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